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- Fotos e o máximo de informação possível.
- Procure o CONSELHO TUTELAR da sua região ou o NUPEDE ( Núcleo de Pessoas desaparecidas).Tel.:(27) 3244 4815 - 3388 4271 ou mande fotos e o máximo de dados possiveis.
INDICE : CRIANÇAS E ADOLESCENTES DESAPARECIDOS
1) - Longa espera
2) - Tecnologia auxilia buscas nos EUA
3) - Pessoas desaparecidas
1) Longa espera
Outro grupo também muito empenhado da Fundação da Infância e da Adolescência (FIA) forma o time do S.O.S Criança. Já são veteranos. O programa tem oito anos de funcionamento e busca por crianças e adolescentes desaparecidos. Tem um índice de sucesso de tirar o chapéu: 83%.
“Precisaria existir uma lei nacional que pudesse definir a questão do desaparecimento no Brasil. Desaparecimento não é crime e, por sua vez, falta ainda uma lei que possa garantir a veiculação de imagens de pessoas e de crianças desaparecidas”, avalia o gerente do programa, Luiz Henrique Oliveira.
O grande desafio ainda não cumprido é descobrir onde está Carlinhos, o garoto seqüestrado em 1973 no Rio de Janeiro e nunca mais localizado. A mãe dele, dona Maria da Conceição Ramires, é a madrinha do S.O.S Criança.
Foi em uma noite de quinta-feira do mês de agosto de 1973. Dona Conceição e os filhos estavam em casa. Homens encapuzados entraram e levaram Carlinhos.
“A minha última lembrança é dele saindo de casa. Estava de short, pedi ao moço para deixá-lo calçar um sapato e vestir uma camisa, porque havia neblina, estava um pouco frio, mas ele não deixou. Ele saiu só com um short azul-marinho”, conta dona Conceição.
São 31 anos esperando, procurando e encontrando pessoas que dizem ser e não são Carlinhos. O marido foi apontado como suspeito e a família se desestruturou. Hoje, aos 66 anos, mãe de sete filhos e avó de dez netos, dona Conceição vive só.
“Foram todas as perdas que se possa imaginar. Mas não me tornei uma pessoa revoltada. Nunca perdi a esperança. Tenho certeza absoluta que vou achá-lo. Não sei quando, eu sinto que está próximo”, garante a mãe de Carlinhos.
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2) - Tecnologia auxilia buscas nos EUA
Quando uma criança desaparece, sua imagem pára no tempo. Como será hoje o rosto de uma menina que sumiu há oito anos? Nos computadores do Centro Nacional de Crianças Desaparecidas, nos Estados Unidos, Steve Loftin usa fotos do pai, da mãe, de irmãos e de outros parentes para fazer o rosto de uma criança desaparecida crescer e amadurecer.
Steve leva oito horas para fazer o rosto de uma criança mudar ao longo dos anos. Primeiro, o crescimento da estrutura óssea da cabeça. Os olhos são o que menos muda. Depois, traços do pai e da mãe, como a forma da boca e do nariz. Ele tem um arquivo de estilos de penteado para os cabelos.
Steve mostra fotos de crianças encontradas vivas e, em muitos casos, elas se parecem com as imagens criadas por ele.
As atendentes do centro recebem chamadas de todo o país. Em média, a cada ano desaparecem 58 mil crianças e jovens nos Estados Unidos. A lista de desaparecidos mantida pelo centro já tem mais de 700 mil nomes.
Pais e mães que se separam e somem com os filhos são os casos mais comuns – mais de 200 mil por ano nos Estados Unidos.
O formulário para a declaração de Imposto de Renda traz fotos de crianças desaparecidas, como a menina Brittney, aos 2 anos, quando desapareceu, e, em uma imagem de computador, como seria hoje, aos 12 anos.
Este ano, pela primeira vez, deu certo. A jovem Michelle Branch, que tinha fugido de casa, foi encontrada por alguém que viu a foto dela ao preencher a declaração do Imposto de Renda.
Em rostos que se modificam a cada ano, histórias dramáticas de separações, dor e sofrimento.
E também histórias de alegria, de reencontros. Uma mãe chora de felicidade porque encontrou a filha desaparecida há seis anos. Luz Cuevas passou esse tempo todo sem saber se a filha Delimar estava viva ou morta. A bebezinha de dez dias desapareceu quando o apartamento de Luz pegou fogo. Os bombeiros acharam que a menina tinha sido carbonizada, mas Luz sempre acreditou que um dia encontraria a filha.
A história prova que coração de mãe não se engana. Em uma festa de aniversário, Luz viu uma menina muito parecida com ela e desconfiou. A criança estava com uma ex-vizinha que tinha se mudado logo depois do incêndio.
Certa de que a menina era filha dela, Luz precisava de uma prova. Grudou uma goma de mascar no cabelo da criança e arrancou alguns fios. O teste de DNA confirmou: era mesmo a filha Delimar, que há seis anos tinha sido dada como morta.
Delimar voltou para a casa de Luz, a mãe verdadeira. A mulher que criou a menina durante seis anos está presa e confessou tudo. Roubou Delimar e botou fogo no apartamento para encobrir o seqüestro.
Luz só fala espanhol. A filha, só fala inglês. Mas estão se entendendo: o amor nessa história de reencontro fala mais alto.
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3) - Pessoas desaparecidas
De repente, sem qualquer explicação, aquele parente querido não volta para casa, simplesmente desaparece. Duzentas mil pessoas desaparecem por ano no Brasil! Como será procurar alguém em uma cidade com milhões de habitantes?
Rio de Janeiro, segunda-feira, 21 de julho. Um casal chega ao prédio da Fundação para a Infância e Adolescência, para registrar o desaparecimento das filhas, de 13 e 15 anos.
"Elas saíram dizendo que iam pra escola e não retornaram...", conta a dona de casa Maria Aparecida Silva.
"Já andei por todo canto, não teve canto que eu não andasse", revela o operário Vicente Manuel da Silva.
São Paulo, segunda-feira, 28 de julho. A técnica em contabilidade Ivone Moraes Luz chega à Delegacia de Pessoas desaparecidas. Ela quer encontrar a amiga Joana Roberta Ferreira dos Santos.
"Ela sumiu no dia 19 de julho e a família tem procurado em todos os lugares. Até agora não tem obtido nenhum êxito", constata Ivone.
As primeiras providências são logo tomadas. Em São Paulo , os investigadores botam a fotografia da desaparecida na internet. Uma outra equipe parte para a casa de dona Joana, para conversar com os parentes dela.
No Rio, os cartazes com as fotos das irmãs Elaine e Eliane já estão prontos. Eles também vão ser divulgados via internet e distribuídos pelos pais das meninas. A polícia já foi avisada do caso.
"As adolescentes se encontram em uma situação de risco e aí a gente vai estar apurando, juntamente com o poder de polícia", observa Luiz Henrique Oliveira da Silva, da Fundação para a Infância e Adolescência.
A cada ano, cerca de 200 mil pessoas desaparecem no Brasil. O número, impressionante, é da última grande pesquisa nacional sobre o assunto, feita em 1999. Um trabalho da organização não-governamental "Movimento Nacional de Direitos Humanos", com apoio do Ministério da Justiça.
Segundo a pesquisa, a maioria dos desaparecidos volta para casa espontaneamente. Devido à falta de delegacias especializadas e de um sistema nacional de busca, os parentes acabam tendo que ir à luta por conta própria.
Seu Vicente e dona Maria Aparecida já percorreram diversos hospitais à procura das filhas. Agora, vão ao Instituto Médico-Legal.
"Porque nós tivemos notícia de que tinham três meninas lá tinham sido assassinadas", diz a dona de casa.
Felizmente, eles saíram do IML aliviados.
"Lá não consta o nome das meninas", declara Maria Aparecida.
Em São Paulo , os investigadores da Delegacia de Desaparecidos já estiveram na casa de dona Joana, numa periferia muito pobre da cidade. Ficaram sabendo, por uma neta, que dona Joana tem problemas de amnésia. A partir daí, eles começaram a percorrer hospitais da região.
No Rio, os pais de Elaine e Eliane continuam preocupados. Uma amiga das meninas disse que elas estariam numa favela, no subúrbio. Uma equipe do Juizado de Menores, com um oficial de justiça, faz uma busca no local, com reforço da polícia, mas nada encontra.
"Perguntamos a todo mundo, sem localização. Foi alarme falso", afirma o oficial de justiça William Mendes.
Nove dias depois, seu Vicente e dona Maria Aparecida recebem uma boa notícia, mas pela metade: apenas uma das irmãs, Elaine, decidiu voltar. Ela telefonou para casa e marcou um encontro na rua.
Elaine disse que a irmã, Eliane, está numa favela em companhia do namorado, e que talvez volte nos próximos dias. Dois dias depois, Eliane reaparece, para alegria do casal.
Em São Paulo , os policiais têm uma boa surpresa ao visitar mais um hospital. Olha quem está lá... Tudo bem com dona Joana. Ela teve uma crise de amnésia na rua, foi levada para o hospital e foi muito bem tratada.
"A parte melhor do nosso trabalho é essa, quando chega no final e o resultado é positivo", garante o investigador de polícia João Carlos de Melo.
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